Astrologia é um tema hoje envolto em muitos significados e preconceitos,
e por isso mesmo pouco entendido. Para alguns, uma forma de prever o futuro;
para outros, um modismo passageiro, usado como desculpa para não se assumir a
responsabilidade em relação à própria vida: “Sou assim porque Plutão, no meu
mapa....”; para outros ainda uma arte de adivinhar o futuro por meio dos astros
ou de fazer previsões. Daí o grande questionamento: até que ponto os astros
influenciam nossa vida? Está nosso destino escrito nas estrelas?
Vamos voltar um pouco no tempo. Não se pode precisar o nascimento da
Astrologia, pois surgiu no momento em que os seres humanos, olhando o céu,
procuravam entender seus
mistérios, defendendo-se de fenômenos até hoje não dominados como o
trovão, as enchentes e as chuvas. Os primeiros observadores do céu não tinham
idéia da verdadeira natureza das estrelas. Para eles, os pontos cintilantes,
disseminadas ao acaso, que surgiam no céu após o entardecer, eram chamas
celestes, acendendo-se com o objetivo de atenuar as trevas noturnas e
orientá-los em seus afazeres cotidianos.
No Egito antigo, as enchentes do Nilo eram previstas observando-se os
movimentos da Estrela Sírius, da constelação Cão Maior, que eles chamavam de
Sotis. Na Babilônia e no Egito, a Astrologia foi usada como um instrumento de
previsão acessível só à realeza e aos ricos. Na Bíblia, encontramos exemplos de
que o ser humano procurava no céu os sinais e explicações dos acontecimentos:
“Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Porque
nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorar”( Mt 2,2).
Na Idade Média era essencial conhecer os movimentos dos astros para a
marcação de cirurgias ou sangrias, procedimento muito comum para prevenção e
tratamento de doenças. Na Renascença, a Astrologia permeou todos os aspectos do
pensamento científico. Não se tratava de uma doutrina de um círculo fechado,
mas de um aspecto essencial da estrutura intelectual em que os seres humanos
eram educados.
A partir do século XVI, com o nascimento da ciência moderna, a
Astrologia foi relegada de sua posição de ciência e tida como superstição,
misticismo. No entanto, a ideia de determinismo, isto é, a noção de que tudo o
que acontece está predeterminado, ainda se manteve. No entanto, a ideia de um
determinismo divino, de uma inteligência superior que ordena os acontecimentos,
foi substituída por um determinismo mecanicista, em que os acontecimentos
poderiam ser todos previstos se soubéssemos calcular todas as causas.
Durante quase trezentos anos, o que determinou o “status” de ciência a
qualquer matéria foi atender aos princípios mecanicistas e tudo o que não é
comprovado, testado e repetido não merece atenção ou importância científica.
Com a física moderna, esses paradigmas começam a ser revistos. A mecânica
quântica trabalha com conceitos de probabilidade e incerteza, complementaridade
onda-partícula, não-localidade e entrelaçamento do sujeito com o objeto. Donde
se conclui que todo o sistema solar, assim como todo o universo conhecido, faz
parte de um só e mesmo sistema energético. Diante de tais princípios, o que
estava separado, colocado numa relação de causa e efeito, passa a ser visto
como uma síntese, numa relação de sincronicidade. Já que tudo faz parte de um
só sistema: o que é no céu é na terra, o que acontece dentro, acontece fora.
Concebendo o Universo como uma teia de padrões de energia em que tudo está
inter-relacionado, o observador e o observado se tornam influenciados
mutuamente.
Qual o papel da astrologia diante disso tudo? Se tudo está interligado
qual é a influência dos astros em nossa vida ?
Venha participar da Oficina Astrologia e Destino e discutir conosco
estas e outras questões.
Dia 26/08 – de 9:00 as 12:00.
ü
Valor: 220,00
Coordenação:
ü
Ana Lucia – astróloga e terapeuta holística
ü Tomaz Yanomani – filósofo
Contatos: analucia@terapeutaholistica.com.br
ou 986779158
tomazyanomani@gmail.com ou
984654094
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